miércoles, 26 de marzo de 2008

Panteras Rosas de Portugal denuncia el asesinato de una mujer transexual


Fuente: El Mercurio (España)-.
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Los restos mortales de Luna, mujer transexual asesinada con cruenta violencia, fueron hallados en un contenedor de escombros en Lisboa hace unos días,
Gisberta(*1), también mujer transexual, perdió la vida a manos de 14 jóvenes en 2006, quienes la asesinaron a golpes con una violencia brutal. Ante el sadismo y transfobia desmedida contra personas transexuales en Portugal y la indiferencia de las autoridades, esta tarde en Madrid organizaciones de transexuales, lesbianas y gays convocan a una concentración ante la embajada de Portugal para hacer un llamamiento internacional y exigir el cese de esta violencia.

“En la concentración de esta pasada tarde en la embajada hemos exigido que desde todos los estados se haga presión internacional para que la Organización Mundial de Salud (OMS) despatologice la transexualidad y deje de ser considerada como una enfermedad” declaró Curro de la organización Liberacción a la agencia de prensa AmecoPress.

Según el entrevistado, el que la transexualidad sea considerada como una enfermedad por la OMS resulta peligroso pues “se están dando argumentos a la impunidad y a la exclusión social de las personas transexuales”, estimó.

Luna, era residente y trabajadora precaria en la prostitución desde hace varios años en la zona de Conde Redondo, en Portugal, tenía un seguimiento en el Hospital de Santa María por el equipo multidisciplinar de alteración del cuerpo. Luna era sorda parcialmente, y se considera que tal vez deseaba volver a Brasil donde se encuentra su familia, informaron en un comunicado organizaciones LGTB que han convocado a la concentración de esta tarde.

Gisberta, víctima también de la violencia transfobica, murió en 2006 amordazada, apedreada, además de que le introdujeron palos por el ano, hasta dejarla inconsciente. Durante las dos noches siguientes, regresaron para repetir las agresiones hasta matarla los autores de este brutal asesinato fueron 14 chicos de entre 10 y 16 años de la Oficina de San José, institución católica de acogida para “chicos conflictivos”.

Ante un nuevo asesinato violento y perpetrado con sadismo de una mujer transexual, la organización Panteras Rosas, que trabaja en Oporto y Lisboa a favor de los derechos de las personas transexuales, ha levantado la voz y ha convocado esta tarde a una concentración frente a la embajada de Portugal para realizar un llamamiento internacional y exigir el cese de estos ataques transfobicos que se ha cobra una víctima más.

La organización “Panteras Rosas” de Portugal, lleva diez años trabajando a favor de la protección de derechos humanos de las personas transexuales, y desde hace tres se dedica exclusivamente en dar voz y presencia a quienes han sufrido agresiones, así como da acompañamiento para protección y dignidad de las víctimas.

Panteras Rosas, organización localizada en Oporto y Lisboa, constituye desde hace tres años el frente de lucha de Lesbianas Gays Transexuales y Bisexuales (LGTB), la organización tiene diez años de vida, y son quienes denuncian los casos, y se han centrado en dar voz y presencia a quienes han sufrido agresiones, así como dar acompañamiento, “pues son agredidas por el simple hecho de ser personas transexuales” afirmó Curro.

“Los asesinatos perpetrados hacia las personas transexuales se realizan de forma violenta y con un sadismo desmedido, todos con características similares, ante el panorama no hay ninguna garantía de protección para ellas” explicó Curro.

Mencionó también como importante la Ley de Igualdad en España, aunque “es una ley
incompleta que puede ser mejorada, pues se han dejado cosas importantes en el tintero pues ha excluido a las personas transexuales, y por otro lado reconoce esa dignidad en base a la patología de la transexualidad, y liga necesariamente el reconocimiento de la identidad de género en sentido al diagnóstico de historia de género”.

Para Curro “en España también se considera la transexualidad como una enfermedad” mientras que en Portugal la igualdad entre sexos, y protección de personas transexuales es una nota siempre pendiente, pues “siempre está a punto de realizarse, y siempre se está tardando, en el caso concreto de España tenemos un marco legislativo que se está cumpliendo un año ahora mismo, pero tampoco es una ley que garantice políticas públicas de igualdad contra la exclusión transfóbica, es una ley insuficiente que puede mejorarse”

La concentración para exigir medidas públicas contra la transfobia, y exigir un cese de este tipo de asesinatos y violencia hacia personas transexuales, ha sido esta tarde en la embajada de Portugal (calle Pinar nº1, metros Rubén Darío o Gregorio Marañón) a las 18:30 hrs.

Las asociaciones que convocan son: Asociación RQTR de la Universidad Complutense de Madrid, Colectivo LiberAcción de Madrid, Fundación Triángulo, Asociación Española de Transexuales – Transexualia, Grupo de Trabajo Queer y Colectivo Acera del Frente de Madrid.

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Gisberta(*1)
Portugal se conmociona ante brutal asesinato de una transexual por parte de 14 menores...Portugal se comociona ante brutal assassinato de uma transsexual

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Fuente: Panteras Rosas (Portugal)-.
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A propósito da onda de violência em Lisboa: 2 anos após Gisberta, a transfobia volta a matar

Panteras Rosa convocam vigília em Lisboa e apelam à mobilização de acção internacional para os dias 24 a 26 de Março.

Vigília de homenagem a Luna, 4ª feira, dia 26 de Março, 19h, Conde Redondo (esquina com a R. Gonçalves Crespo), em Lisboa.

Dois anos depois do brutal assassinato de Gisberta, no Porto, outra mulher transexual foi assassinada e o cadáver encontrado num contentor de entulho na zona de Lisboa, na passada semana.

Sucederam-se outros crimes que estão a chocar o país. Mas a onda de violência não pode esconder as vítimas nem a natureza dos crimes. Este é o caso de, Luna, de 42 anos, com surdez parcial, de origem brasileira, há muitos anos residente e trabalhadora em Portugal, prostituía-se no Conde Redondo.

Dois anos depois de Gisberta, os e as transsexuais continuam a ser alvo de violência e do ódio gerado pela incompreensão e o preconceito. Nada sabemos sobre o crime que a vitimou nem sobre as suas motivações. Esperamos que a investigação do caso pela PJ possa dar estas respostas, mas sabemos que a transfobia mata e que as pessoas trans estão muito mais sujeitas a violência do que as demais. Sabemos que a prostituição é muitas vezes um recurso de quem não tem outras formas de ganhar a vida e que é dramático ter um género diferente daquele que o corpo sugere. Sabemos também que o preconceito e a discriminação são generalizados, que a ignorância alimenta o ódio e gera a violência. Sabemos que o Estado, a sociedade, todos nós, temos responsabilidades para com as vítimas mortais e sobretudo para com todas as outras que levam uma vida em que luta pela sobrevivência coexiste com o medo e com os riscos que o originam.

Luna nasceu mulher; o seu corpo, masculino, estava errado para a sua identidade. Era acompanhada no Hospital de Santa Maria pela equipa multidisciplinar de alteração de corpo, tinha projectos, desejos e frustrações como todas as pessoas. Tinhas pessoas que lhe queriam bem e talvez quisesse voltar para o Brasil onde está a sua família. Luna foi uma mulher que lutou contra muitas dificuldades e, segundo os jornais, morreu vítima de grande violência, possivelmente alimentada por ódio, preconceito e ignorância. O seu corpo foi deixado num contentor de entulho, oculto por pedras e pó, como se fosse lixo, como se a sua vida não tivesse valido a pena.

Como todas as vítimas potenciais, os e as trans precisam de formas de protecção que lhes garantam igualdade de oportunidades e a possibilidade de uma vida digna. Precisam, como qualquer pessoa, de poder exercer o seu direito ao desenvolvimento da personalidade e à autodeterminação – de poder escolher livremente o seu próprio nome; não precisam (ninguém precisa!) de documentos de identificação que insistam em usar um critério tão vazio de conteúdo real como “sexo” (mesmo se disfarçado de “nome”) e que “justifiquem”, por exemplo, a colocação de uma trans numa cela com homens. Os e as trans precisam de ser vistos como pessoas com direitos e obrigações, nem menos nem mais que todas as outras. Os e as trans em Portugal precisam da pedagogia da visibilidade, muito para além dos circuitos da prostituição ou do espectáculo nocturno. E Portugal precisa de ver estas pessoas sem o olhar do preconceito e do medo.

A identidade de género é um assunto que o Estado tarda a legislar e esse atraso agrava as condições de vida e sobrevivência de muitos trans. Para quando as correcções legais que possibilitem o real exercício da cidadania pelas pessoas transsexuais e transgéneros? Para quando legislação que ultrapasse a retrogradação e o conservantismo de tantas e tantos políticos e deixe de impor restrições mesquinhas? Para quando legislação que deixe de alimentar a violência psicológica quotidiana sobre estas pessoas? Para quando legislação que considere explicitamente como agravante a discriminação, o assédio e a violência com base na transfobia? Para quando um compromisso a sério para acabar com casos como o da Gisberta ou de Luna, pessoas assassinadas pelo ódio transfóbico? Para quando mais meios humanos e melhor formação cívica e técnica nas forças policiais? Para quando abordagens de cooperação em vez das abordagens agressivas que ainda subsistem nalguns elementos das várias polícias?

As Panteras Rosa – Frente de combate à GayLesBiTransfobia, reafirmam o seu compromisso com a luta contra a transfobia em todas as suas formas e rendem homenagem a Luna, prostituta na nossa cidade, mulher porque sim!
Lisboa, 13 de Março 2008

Proposta de acção internacional: à escolha 24, 25 ou 26 de Março
Que se faça uma vigília, com velas, em especial memória de Luna e de tod@s @s trans vítimas da transfobia.

A iniciativa partirá de numerosos pequenos e grandes grupos no maior número de cidades possível.

Com cartazes, frente à embaixada ou consulado de Portugal nas cidades onde estes existam, ou em praças frente a ministérios europeus, frente a hospitais psquiátricos ou onde quer que a homofobia se construia.

Sugerimos estas frases:

Luna trans 42 anos brasileira, prostituta assassinada em Lisboa.

Estatisticamente quão maior é o risco de um(a) trans ser agredido comparativamente a ti? E assassinado?

Conforme o país, propomos a frase:

Stop às leis transfóbicas e para quando uma lei contra a transfobia?

Ou para os países que ainda não legislaram transfobia:

Para quando uma lei contra a transfobia?

Este caso não é específico a Portugal, é internacional e a luta deve ser feita em conjunto.

(A nível prático, organizar em pequenos grupos em lugares distintos será mais simples que pedir às pessoas que se mobilizem às embaixadas portuguesas que estão concentradas nas capitais)

Pedimos que difundam esta acção, que a façam participada e que nos façam chegar testemunhos, fotos, artigos, etc. a
panteras.lisboa@gmail.com

Os media reforçam a transfobia

Após o recente assassinato de mais uma mulher transexual, a Luna, ocorrido na área de Lisboa, os media concentram-se no aspecto físico das vítimas da forma mais sensacionalista – tornando-o assim mais importante do que o assassinato em si. Seguem-se algumas palavras sobre o assassinato, como se isso uma fosse explicação evidente, natural, da causa de seu assassinato – demorando-se na descrição o mais pormenorizada possível do aspecto físico fora do vulgar da vítima. Nas mãos dos media o mais importantes o mais importante torna-se o físico invulgar da vítima, passando o assassinato para segundo plano.

Falando – dependendo da tentativa (ou não) de não parecerem transfóbicos – de transexual com o corpo de homem (para pudicamente dizer "com pénis"), de homem vestido com roupas de mulher, ou de travesti com seios. Alguns chegam mesmo a falar de homofobia.

A imagem emergente deste tipo de artigos faz da vítima uma monstruosidade apresentada para gáudio da curiosidade pública, sem qualquer respeito pelo seu género ou pela intimidade do seu corpo e dando a impressão de que é quase (ou mesmo absolutamente) normal que este tipo de pessoas sejam assassinadas.A outra imagem veiculada desta forma é a de que ser trans é querer enganar "o mundo" usando um disfarce particularmente bem arranjado que dá a aparência enganosa de homens e mulheres... e se enganam o mundo é evidentemente natural que as pessoas enganadas reajam.

Este tipo de discurso feito pelos media está, infelizmente, longe de ser o caso apenas no que respeita ao homicídio; é o caso de quase todas as emissões, artigos e entrevistas sobre o tema trans.

Os media portugueses, no seu conjunto, satisfazem-se na descrição da precariedade das vidas das pessoas trans – seja a prostituição, o uso de drogas, o estado de seropositividade, de se estar ou não legalizad@ como imigrante em Portugal, de se ter ou não uma Habitação – como se fosse uma escolha das vítimas viver assim, ocultando que a transfobia determina essa mesma precariedade, e apresentando como escandalosa não apenas a “escolha” de se ser trans, como a deste estilo de vida, apresentando as vítimas como pessoas imorais e chocantes, continuando desta outra forma a promover a transfobia, a precariedade das vidas trans e o facto de estas pessoas estarem entre as que mais provavelmente arriscam uma agressão.

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Fuente: FishSpeaker (Portugal)-.
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Vigília por Luna

Hoje o colectivo Panteras Rosa irá promover uma vigília por Luna, cujo corpo foi encontrado numa lixeira em Loures. As circunstâncias da morte ainda não foram averiguadas pela Polícia Judiciária, mas o título da iniciativa já fala em “dois anos após Gisberta, a transfobia volta a matar”. É importante confirmar a motivação, quando se fala a nível associativo, e corremos o risco de pensarem que estamos, de facto, a falar por alguém, e distinguir-se entre uma transfobia directa, como a que matou Gisberta, e a que leva a uma situação de vulnerabilidade social, onde o perigo de se ser vítima de crimes violentos é maior. O próprio texto da iniciativa diz “Nada sabemos sobre o crime que a vitimou nem sobre as suas motivações.” - estamos à procura de impressionar alguém com a nossa (des)credibilidade?

O texto também contém várias referências a “trans”, uma abreviatura monossilábica, desrespeitosamente usada como substantivo, agregando arbitrariamente a nível de identificação e reivindicações, comunidades tão distintas como a transsexual, crossdresser, ou interssexual – mas deixando de fora as comunidades LGB – e cujo uso (algumas) Panteras Rosa têm tentado impor nos seus textos – invariavelmente escritos por pessoas cissexuais.

Outro parágrafo apela às manifestações em frente aos “hospitais psiquiátricos, ou onde quer que a homofobia (sic) se construia (sic)” - remetendo (pouco subtilmente) para uma ideia fundamental(ista) de que só recentemente este colectivo se recordou (apesar de fundamental) – de uma remoção caótica de todos os processos de avaliação, certificação e informação das pessoas transsexuais que passarem pelo sistema de saúde, onde não é oferecida nenhuma ideia sobre como se o fazer, e o que se fazer se se o conseguisse (este colectivo ainda não chegou a essa parte, infelizmente). É uma ideia que não existe entre a comunidade transsexual portuguesa – mas que este colectivo tenta impor como uma – não, a – questão premente do dia, relativamente à comunidade transsexual, em detrimento de uma Lei de Identidade de Género, ou melhores condições clínicas no SNS.
That's, huh, boring.

Alguns parágrafos à frente, é criticada a abordagem dos média, e como alguns deles falaram até em “homofobia” - alguém não fez um proofreading entre parágrafos, apesar de ser um comunicado divulgado a nível internacional.

[As pessoas transsexuais] “Precisam, como qualquer pessoa, de poder [...]. Os e as trans (sic) precisam de [...]. Os e as trans (sick) em Portugal precisam da [...]“

Precisamos de muita coisa, é verdade. Tirando que nos digam o que precisamos (ou como nos chamamos), porque isso, é fácil!, já o sabemos.

“As Panteras Rosa – Frente de combate à GayLesBiTransfobia [não cansa, uma sigla tão grande? tendo em conta um dos parágrafos anteriores, podiam voltar a ser frente de combate à homofobia...], [...] rendem homenagem a Luna, prostituta na nossa cidade, mulher porque sim!”

Não porque sim, kludges, mulher porque o era. Era a sua realidade pessoal e social, não um devaneio queer barato. São coisas que vivemos na pele e carne, hey, sabem?

São poucos, estes erros, e quase indignos de nota, face a uma atitude por parte de algumas pessoas deste colectivo que se tem vindo a consolidar – faço aqui a ressalva que não é uma atitude de todo o colectivo, mas de uma minoria vocal e agressiva. É saudável que existam grupos com ideias diferentes, sim. Que as tentem impor – de fora – a uma comunidade, de maneira arrogante, agressiva, autoritária, sem debate, usando a demagogia, intimidação, saneamento, e falsas dicotomias, mesmo se houvessem tido razão na sua estratégia, é uma pena, e um desperdício.

Hoje, chorem por esta Luna – amanhã, poderão ter sido vocês quem ajudou a matar outra. E isso será, de certeza, transfobia.

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